Festa do Atleta 2013 – Emoção e Alegria

Foi realizada no dia 05 de novembro em nosso ginásio de esportes, a 3.a edição da Festa do Atleta. O evento marcou o encerramento de mais um ano muito bom, não só pelos resultados, mas principalmente pelo comprometimento, profissionalismo e alegria que todos tiveram durante o ano.

Abertura

Na festa tivemos momentos marcantes, como a inclusão de mais um membro no Hall da Fama, nosso ex-aluno Mauro Olívio Martinelli, homenageado com a entrega de uma placa por seus ex-professores João Meinberg e Cláudia Regina, coordenadora do Departamento de Educação Física.Hall da Fama

Logo após, foi feita uma surpresa ao professor De Simone por seus colegas, que levou o homenageado às lagrimas ao assistir um depoimento de seu primeiro técnico Odimar de Moraes e rever fotos de sua carreira esportiva e seus familiares.DSCN4938

Depois foi a vez dos alunos-atletas do 3.o ano terem seu reconhecimento pelo esforço e determinação em conciliar o ano esportivo, com a preparação para os vestibulares.Homenagem ao 3.o ano

Por fim, foram exibidos vídeos com os momentos marcantes das modalidades durante o ano : xadrez, tênis de mesa, voleibol, handebol, futsal e basquetebol que obtiveram uma performance sensacional em 2013: participação em 22 torneios esportivos, que são referências na cidade de São Paulo, 35 categorias diferentes nas modalidades acima citadas, com a conquista de 116 medalhas, sendo:

  • 21 – 3.os LUGARES,
  • 33 – 2.os LUGARES,
  • 62 – PRIMEIRÍSSIMOS COLOCADOS.

Parabéns a todos por mais um ano maravilhoso.

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Veja aqui as fotos do evento

 

Rafaella Finci – ex atleta e futura jornalista…

Neste mês entrevistei para o blog a Rafaella Finci Kreimer que defendeu as cores do nosso time de basquete em muitos InterBand…

 1. Rafaella, conte-nos um pouco sobre sua tragetória esportiva no Band.

Desde muito pequena sempre gostei de praticar esportes de todos os tipos e quando entrei no Band fiquei super admirada com os treinos que tinham lá. Comecei meio sem jeito de participar de algum time porque nunca tinha praticado nenhuma modalidade que tinha no colégio, só tinha jogado tenis quando era mais nova, e em nenhum ano meu de Educação Física recebi convite dos professores para jogar pelo Band. Depois de uma tentativa frustrada de entrar para o time de vôlei na sétima série, fui incentivada a conhecer o treino de basquete do colégio no ano seguinte, quando poucas meninas queriam praticar a modalidade. Foi meio que amor a primeira vista, não só pelo esporte, mas também pelo time todo. Foram três anos muito bons, mas tive que parar no terceiro colegial por causa da carga horária mais pesada e por morar relativamente longe do colégio.

 

2. De todos os momentos importantes que você viveu como atleta do Band, qual foi o mais marcante e por quê?
Acho que de todos os momentos que vivi jogando pelo Band, o que certamente não vai ser esquecido é a vitória do Interband em 2007, meu último jogo no campeonato pelo time. Uma série de motivos levaram essa situação a ser tão importante para mim, a começar pelo fato de que ganhar o campeonato do próprio Band era o desejo de todo mundo que defendia o nome do colégio e em todos os anos que joguei, até então, meu time não tinha atingido o pódio! Tinha muita vontade de receber uma medalha quadradinha dourada de Interband, ainda mais na minha despedida. Além disso, foi um ano um pouco complicado porque passamos por situações pessoais e nos treinos que fizeram com que todas se aproximassem mais ainda. Tive a sorte de ser capitã do time e o momento em que coloquei a medalha de ouro na minha treinadora foi super emocionante, ainda mais com aquela música que sempre tem nas premiações. Tenho até hoje a medalha pendurada na parede do meu quarto, dentro de um quadrinho.

3. O esporte nos ensina várias lições. Qual a lição mais importante que você aprendeu praticando esporte no Band?
A lição mais importante que aprendi foi saber pensar como um time e conseguir distanciar a vontade pessoal do que acontece em grupo. Apesar de sempre gostar muito das meninas que treinavam comigo, o começo foi um pouco complicado para realmente rolar um entrosamento entre todas e isso ficava mais evidente quando estávamos em um jogo para valer. Aos poucos, todo mundo foi se alinhando e o coletivo passou a falar mais alto. Foi então que passamos a nos destacar mais e conseguir colocações cada vez melhores nos campeonatos. Hoje em dia, isso se mostra positivo para mim quando percebo que me adapto aos diferentes grupos e pessoas com quem tenho que trabalhar, seja na faculdade ou no estágio.

4. Como você conciliava os treinos e jogos com os estudos?
Quando você faz uma coisa que gosta, acaba sendo fácil conciliar obrigação e lazer, sem contar que acho essencial ter alguma válvula de escape para toda a pressão da rotina bandeirantina. Por isso, acho que parar de treinar por causa de notas ruins pode ser prejudicial. Mas, a verdade é que nunca tive problemas em manter os dois caminhando juntos. Conforme as exigências foram aumentando, sempre fazia minhas obrigações escolares nas horas vagas, até mesmo antes dos treinos começarem. E se algum jogo acontecia aos finais de semana, com certeza me deixava com tempo livre suficiente para cuidar da parte chata do Band. Fazer esporte não só alivia a tensão, como aumenta a capacidade de concentração no momento em que ela é necessária, além de, na minha opinião, ajudar no senso de responsabilidade. Sou meio suspeita para dizer, mas apoio completamente conciliar esporte a estudos.

5. Onde você está estudando hoje? E como é a vida universitária?
Hoje em dia faço jornalismo na PUC-SP e gosto muito da liberdade que a vida universitária propicia. Levei um tempo para me acostumar com o esquema faculdade depois que sai do Band, desde o fato de que muitas pessoas não respeitavam o horário de início e final da aula até a bobagem de não mais precisar pedir para ir ao banheiro. É uma realidade completamente diferente da do colégio, mas extremamente interessante e divertida. Ser universitário não só te garante mais liberdade no que diz respeito ao que acontece dentro dela, mas também ao que está fora, a rotina muda e você passa a ter mais tempo livre para se dedicar aos amigos, festas, frequentar os típicos bares de faculdade. É claro que, sem dúvida alguma, a melhor parte da vida universitária, pelo menos no meu curso da PUC, é não ter mais que passar pelas semanas de provas do Band.

6. Você continua praticando esporte na Universidade? Conte-nos um pouco….
Logo que entrei na faculdade já fui logo me informar sobre os treinos na atlética e até cheguei a ir em um, mas a organização e seriedade do esporte na parte de comunicação da PUC não chega nem perto da que tinha no Band e isso me decepcionou bastante. Os treinos de basquete não tinham treinador, eram os veteranos que determinavam os exercícios a serem feitos, que mal passavam dos que eu fazia como aquecimento no colégio. Sem contar que cheguei lá e me vi sozinha no meio de um bando de meninos altos e nada delicados (para quem não me conhece, estou longe de ter a altura de qualquer jogadora de basquete – assim como 90% das meninas do meu time no Band). Conheço muitas faculdades em que as atléticas levam o esporte a sério, até mesmo em outros cursos da própria PUC, mas não é o caso da de comunicação, então acabei desistindo, mas sinto muita falta de praticar algum esporte.

7. Deixe um recado para os atletas do Band.
Galera, aproveitem muito o tempo que tiverem para treinar no Band, porque depois vão sentir falta dessa época! Curtam todos os momentos que vocês tiverem, joguem com toda a vontade, mesmo quando for num sábado de inverno às 8h da manhã, não desistam por perderem jogos ou se as notas caírem um pouco, a persistência ajuda nos dois casos. Quem tiver curiosidade de saber como é algum treino, apareça, não espere convite dos professores ou colegas para irem junto, você não é obrigado a continuar e pode acabar se surpreendendo e conhecendo gente bacana. Toda a experiência vivida em quadra vai ser algo que vocês vão levar para o resto da vida com um super carinho e com certeza será uma das melhores lembranças que vocês terão do colégio.

Lucas Zuzarte: das quadras do Band para as quadras da Poli

Este mês eu entrevistei o nosso ex-aluno Lucas Alexandre Zuzarte. Confira!

1. Lucas, conte-nos um pouco sobre sua carreira esportiva aqui no Band.
Eu comecei a participar dos treinos no Band logo que entrei no colégio, na 5ª série (atual 6º ano) em 2002. Comecei treinando como goleiro no handball e só no ano seguinte ingressei no volei. A partir de então, pratiquei os dois esportes, mas sempre dando prioridade para o volei e só parei em 2008, quando me formei no Band.

2. De todos os momentos importantes que você viveu como atleta do Band, qual foi o mais marcante e por quê?
É difícil escolher o momento mais marcante em 7 anos de jogos pelo Band, mas acho que poucos momentos chegam perto da conquista do Interband de 2005 sobre o Santo Inácio no volei. Pra começar, ganhar um Interband já é algo especial para quem joga pelo colégio. Poder defender o Band no próprio campeonato é muito gratificante. Além disso, naquela época os jogos mais empolgantes eram sempre contra o Santo Inácio. Como os dois colégios são próximos, sempre iam muitos pais aos jogos e sempre tinha alguma discussão na torcida. Acho que por essa razão nós nos empenhavamos muito nesses jogos, mas sempre perdíamos porque o time deles era bem superior ao nosso. Se não me engano, a nossa primeira vitória contra o Santo Inácio foi justamente na final do Interband de 2005. Justamente no último jogo contra eles já que, em 2006, vários jogadores do Santo Inácio entraram no Band e começaram a treinar conosco, formando um time que ganhou quase tudo nos anos anos seguintes.

3. O esporte nos ensina várias lições. Qual a lição mais importante que você aprendeu praticando esporte no Band?
A lição mais importante que eu aprendi treinando no Band foi a trabalhar em equipe, mas de uma maneira diferente da que seus pais ou professores tentam ensinar. Praticando um esporte coletivo, eu aprendi que, em um grupo, cada um não pode se preocupar apenas em cumprir com as suas responsabilidades. É necessário que cada um consiga perceber as limitações e habilidades dos demais, além de confiar em todos, inclusive em si mesmo. Jogando numa equipe, se aprende a ajudar um companheiro em dificuldade e a se espelhar em alguém melhor, sempre objetivando o sucesso coletivo.

4. Praticar esporte atrapalhou seus estudos?
Eu sempre tive facilidade em acompanhar o ritmo do colégio, então os treinos e jogos não me atrapalharam nos estudos. Mas para quem tem dificuldade nas matérias o importante é a organização. Se você tiver uma rotina de estudos bem definida, prestar atenção nas aulas e tirar as dúvidas com professores ou amigos, não vão ser as duas horas que você gasta durante os treinos que vão abaixar as suas notas. Muito pelo contrário. O esporte é uma forma de relaxamento e diversão e ajuda a desenvolver a concentração e disciplina necessária na hora dos estudos.

5. Onde você está estudando hoje? E como é a vida universitária?
Hoje, eu estou cursando o 3º ano de engenharia mecânica na Poli. A vida na universidade é completamente diferente da vida no Band. Como universitário, você tem que ser muito mais independente que no colégio, por isso muitos alunos do Band sentem dificuldade quando entram na faculdade (inclusive eu). A soma de professores ruins, provas complicadas e a saída do ambiente em que você está acostumado causa uma primeira impressão assustadora, pelo menos na Poli, mas com o passar do tempo você se integra à nova rotina na faculdade. Fora do âmbito acadêmico, a vida universitária também é muito diferente. Você tem mais oportunidades de ir a festas, viagens e de conhecer um número enorme de pessoas completamente diferentes das do colégio.

6. Você continua praticando esporte na Universidade? Conte-nos um pouco….
No começo do ano passado eu comecei a praticar rugby, um esporte não muito conhecido no Brasil mas bem difundido nas universidades. Por sempre ter praticado esportes eu sentia a necessidade de continuar a treinar, fazer algo a mais além de estudar, mas não gostei do time de volei da Poli, então optei por um esporte novo. Logo de início eu me encantei pelo esporte porque nele eu podia usar a força física sem preocupações, mas depois eu percebi que o rugby é mais do que uma confusão em que todo mundo fica batendo um nos outros. Existe um código de conduta entre os jogadores, um verdadeiro espírito do rugby. O time é como uma família e o sentimento de equipe é muito maior do que em todos os outros esportes que eu já pratiquei.

7. Deixe um recado para os atletas do Band.
Pessoal, parabéns por jogarem pelo colégio! Praticar esportes é muito bom. Não só pelos benefícios à saúde, mas pelos valores que se aprende. O esporte mostra a importância da disciplina, respeito, perseverança, superação, etc. Se vocês estiverem com alguma dificuldade no colégio, não parem de treinar. Peçam ajuda para os seus amigos, professores e não desanimem. Continuem jogando depois que vocês sairem do Band também, nem que seja um futebol de domingo, que vai ser bem mais fácil se adptar à vida pós colégio.

Abraços a todos! Boa sorte e bons jogos!